terça-feira, 7 de julho de 2009

Pertencer .

Disse que iria embora sem olhar pra trás, assim em um tom casual como se nada tivesse importância, rindo da situação e anunciando que tentaria uma nova vida. Um homem sem raízes, e que nem a família era capaz de prender, esse homem me olhou sorrindo e como se fosse brincadeira, me convidou a subir em sua moto e sem olhar pra nada, sumir no mundo para viver a liberdade e sentir o vento bagunçar meu cabelo . Impriu suas mãos em meu corpo, seu gosto em minha boca e momentos que ficam na lembrança, que insistem em aparecer quando eu sinto a brisa da tarde, ou quando vejo o sol refletir forte e majestoso na água verde do mar . Assim como o vento arrasta as folhas caídas, as lembranças me arrastam para um passado gostoso, um lugar seguro, e por alguns instantes somos só eu e você, vivendo loucuras que acabavam com gargalhadas gostosas e carícias tão íntimas . Tola que fui, não percebi que seu amor era grande de mais e que não caberia em mim, e assim como eu, você precisava de espaço para liberta-lo e tocar todas as coisas com teu sorriso sempre sincero. Deixei que escapasse de mim, que expandisse a liberdade em todos os cantos, e é dessa forma que eu te vejo partir, com palavras no ar como sempre foi, levando pedaços meus ..

2 comentários:

Gabriela Castro disse...

e essas lembranças que voltam, não é?
lindo o texto flor!
beijos

Moni disse...

adorei ler isso deu pra imaginar tudinho! beijos