quinta-feira, 23 de setembro de 2010

sobre perder-se

da mesma forma que um amor chega disfarçado de paixão, ele vai embora. pode-se matar um amor de várias formas. você escolheu mata-lo em doses homeopáticas e tirou aos poucos as cores de mim. por você eu me virei do avesso, e há quem diga que a escolha foi minha. realmente, escolha e culpa cabem a mim. mas quem disse que foi fácil desatar nós que me pareciam impossíveis? por dias eu me arrastei pra cama como quem se dirige a um velório. me alegrei com mensagens bobas e esperei incessante pelo toque do celular. cansei .  da espera, da angustia, da saudade, da vontade. não vou dizer, meu bem, que foi de todo mal. que injusta eu seria se dissesse que não amei as borboletas que faziam festa dentro de mim. e a surpresa ao te ver chegar sempre tão de repente. mas passar a vida em uma montanha-russa também não da. talvez eu tenha encontrado um meio termo, talvez essa apatia que se instalou seja passageira, e amanhã a confusão seja a mesma. mas se me confortar, me desculpe, é nela que eu vou me apegar. parabéns. você perdeu um pedaço de mim. 

"Sem pensar em mais nada, fecho os olhos para esquecer. Dorme, menino, repito no escuro, o sono também salva. Ou adia". Caio F. Abreu


13 comentários:

Michele disse...

Taí a pior forma de se matar um amor: aos poucos! Quando ele acaba de repente, por um motivo qualquer, a gente reconsidera. Mas quando nos faz mudar, nos faz perder a cor, perder o brilho, a vontade, é difícil retomar o ponto de partida...

Um beijo, florzinha!

paula disse...

nossa, Flor!

você disse tão bem as palavras que eu tanto queria dizer e que por estar tão triste não conseguia falar!

é duro ver um amor morrer assim devegar, envenenado pelo próprio ser amado.

eu não sei direito o que falar para você, mas sei que sinto exatamente o que você decreveu nesse post.

e coloquei um link para ele - e um trecho dele - no meu blog, com os devidos créditos, claro.

espero que você não se incomode.

e sorte. que você fique bem.
=)

Mikaelly Andrade... disse...

Você sempre escreve muito bem sobre qualquer coisa, e sinto que esse texto apesar de bem feito não oi agrádavel para vc fazê-lo, ou quem sabe foi, desabafa meu bem.
Certas pessoas fazem com que a gente se apague e se desenhe de outra forma, depois abandona nosso retrato... Angustiante seu texto, mas eu gosto
Bjos, Flor =^*

Lívia. disse...

Oi Florzita!
Li o seu comentário lá, e fique sabendo que eu me identifico [e muito] com você. Pode acreditar, eu sempre venho aqui, leio, e no fim, me entendo.
Sobre nossa ansiedade e o ritmo intenso que temos, venho eu, tentando achar cura, ou pelo menos controle pra isso. Eu sofreria menos, se eu fosse menos. Entende?!
Como eu disse antes, eu preciso achar onde fica o botãozinho de "pause" em mim.
Mas deixa eu te dizer que esse jeito também, faz-nos fortes. Se isso te consola!
Forte. É isso que você se torna, que esta se tornando.
E só mais uma coisinha, eu descobrir que o amor não morre, ele só dorme. E o meu, tem sono leve!
Fique em paz, flor...
Beiijo imenso no coração! :)

F@bio Roch@ disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
F@bio Roch@ disse...

Olá, deparei-me com seu blog quando viajava pela net, então, naveguei no seu texto...o amor é assim mesmo!!...Camões também entendia que:

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Se puder, visite minha página também, seria muito bom tê-la como seguidora.

ABRAÇO!

Cadinho RoCo disse...

Existem momentos que o melhor mesmo é a gente dormir.
Cadinho RoCo

circus disse...

(encontrei seu blog por vida do blog O Diário de Marin Jones)

Me identifiquei tanto com esse texto que parei pra dar uma comentada. Acho que vou guardá-lo aqui no meu bloco de notas pra ler mais uma vez e ver o quanto isso tudo é verdade.

Você escreve muito bem! =)

Thaisa Schelles disse...

Não podia ter lido nada melhor hoje... parece que escreveu pra mim!

Parabéns, lindo texto!

beijos, boa semana!

Tácila R. disse...

Flor, me identifico tanto com teus textos! Parece que você fala por mim e por ti, e em palavras tão simples...
Bom, é exatamente isso que tenho sentido... Complicado né.

Adoro seu blog!
bjsbjs, obrigada pelas visitas.

Naty Araújo disse...

Hã? como assim, flor?
E eu achando que seria pra sempre....

Saudade de vc.

Bjos

Michele disse...

Flor, aquela raça Pug é mesmo a coisa mais linda! Eu acho muito fofa! Mas a minha não é aquela não... a Meg é uma Lhasa! :)

Beijos, querida!

Lívia Inácio disse...

hahaha

nossa!

que bem escrito!