sexta-feira, 4 de março de 2011

março.

há pequenos agostos embutidos em março.

essa noite eu demorei pra pegar no sono e acordei às 2h com a pior crise de ansiedade do mundo. lembrei mais uma vez, com muito medo, que março chegou com tudo e me remeti aquele março de 2010 em que durante uma semana o chão abriu e eu não sabia pra onde correr. fiquei com medo de existir uma conspiração do cosmos que torna esse mês carregado,  com cara de agosto - que até os últimos anos, era um mês normal pra mim - tenho até medo de escrever aqui e depois ver que eu estava prevendo que algo ruim aconteceria, como foi em 03/10. foi sem dúvidas a semana que eu mais chorei na vida.
aos pouquinhos eu vou conquistando o que eu quero, é claro que eu vivo me desesperando, dizendo que não vai dar, que eu não deveria ter vindo embora pra cá, que eu podia ter esperado mais um pouco e todo aquele drama que eu costumo fazer quando aperta, mas muito lentamente, as coisas chegam. se mais nada der errado, eu talvez volte com novidades em breve, então, torçam por mim porque eu preciso de toda energia positiva que vocês puderem mandar, de verdade.

e março não pode te levar de novo, não dessa vez.

um dia eu estava, sei la, de tpm e tive uma crise de mimimi muito chata pelo msn e telefone. - não sou fácil galerê - eu disse que tinha medo sempre que ele ficava algumas horas sem falar comigo, porque parecia que ele ia sumir como fez ano passado - por erro meu, gente . olha o arquivo que você entende - e ele disse que é besteira! que a gente não pode ter medo de perder nada, não pode levar a vida falando ou tomando decisões com base no medo, porque quando a vida leva alguma coisa, sempre da algo melhor e que me amava - mesmo chorona como eu sou - e que bem, besteira ter medo. não adiantou muito dizer que é um trauma, que meu coração aperta, meu estômago dói e que bate um desespero gigante só de sonhar sabe? e não é ser uma pessoa dependente, é que eu sei o que eu passei pra ter, conquistar, ouvir ele dizer que em ama, tudo que eu larguei por aí, as longas conversas que tivemos, as coisas que eu tinha que ouvir pacientemente, a maldita bendita paciência e finalmente um dia andar de mãos dadas com ele, coisa que eu esperei por meses. - boba, eu sei - a verdade é que eu sempre achei que o que nos única é delicado demais, como um cordão invisível que a qualquer momento vai romper e nos separar, quando se eu for parar pra analisar, é bem forte porque já aguentou muita coisa, muita mudança. mas é isso: até que dia isso que nos mantém juntos vai suportar? engraçado que a gente teve poucas brigas, e todas foram por besteira minha, coisas que eram pequenas e tomaram proporções enormes e muitas vezes descenessarias. mas também tem a vida, que de uma maneira estranha, insiste em colocar uns obstáculos enormes pelo nosso caminho, e a gente continua tentando. essas ultimas semanas foram estranhas porque a gente se viu em frente à uma muralha, sem saber que caminho seguir e como seguir. a casa, os estudos, o dinheiro. ironicamente, coisas que não cabem a nós decidir, coisas que a gente só vai saber com o tempo e isso me dói, primeiro porque eu fico questionando o cara la de cima: por que tão difícil? segundo, porque eu penso que talvez seja a gente sabe? seja até mesmo ele, que fica na dúvida de que caminho seguir. aquele dia, na estação de metro, eu disse pra ele escolher um caminho e seguir, e senti um gelado na barriga com medo dele dar um beijo na minha testa e ir embora, mas ele disse que não era simples assim, e eu o perguntei se bem, não sou eu o problema? e com toda paciência que lhe é peculiar, disse que não, que vontade não falta, mas tem uma coisa feita de papel que tem valor bem alto e anda difícil conseguir. aí penso que aquele tal cordão invisível está frágil demais, prestes a arrebentar e fazer com que a gente se perca e perca tudo que construímos com tanto esforço e espera.
não sei porque, não sei explicar essa dor no estômago e essa coisa sufocando. mas sei que pra mim, ele anda quietinho demais, e juro, faço qualquer coisa pra vê-lo sorrindo, e apertando aqueles olhinhos amendoados.
essa madrugada, no auge da crise de ansiedade, olhei o celular esperando encontrar um chamada perdida, como ele prometera fazer antes de dormir, mas nem sinal. é bem idiota da minha parte, mas comecei a me perguntar se tinha feito algo pra magoa-lo, porque vira e mexe eu faço umas burradas, ele fica dois dias de cara feia e depois tudo lindo. eu só preciso saber se fiz alguma coisa, se é só cansaço como ele alega ou se foi aquele dia no bar, ou quando o cobrei uma posição na estação do metro, qualquer coisa que me de uma luz e um pouquinho de paz. só sei que, quando as coisas ficam assim, da uma vontade de dormir e não acordar. não é uma vontade de morte, é só uma vontade de acordar e estar tudo ok. de vê-lo chegar com o vinho, ou aqueles domingos de manhã, sabe? só não pode, de jeito nenhum, deixar o cordão arrebentar, e sumir novamente. convenhamos, estou sozinha nessa cidade, com mil planos que nós fizemos, então, se o cordão estiver frágil e arrebentar, o que vai me restar? a gente sempre supera, sempre recomeça e tudo mais, o problema é: eu não quero ser obrigada a recomeçar nada. tá certo que eu nem tenho muito motivo pra escrever esse post. porque até onde ele diz, tá tudo certo. mas março me trouxe aquela sensação se estar prestes a perder a coisa mais linda que eu conquistei. não, nunca fiquei mais de três meses encanada em alguém que não me deu uma esperança de namoro, por mais que eu gostasse, dava um jeito de me mandar, porque né, pra que insistir em algo que não vai dar pé? mas com ele foi algo totalmente diferente, meio clichê isso, mas é a verdade. desde o dia em que eu o vi tocando violão no escritório, tudo na minha vida mudou. e eu insisti mesmo, e juro, nunca quis uma coisa na vida como eu o quis e nunca me dei ao trabalho de lutar pra conquistar ninguém, mas com ele foi diferente foi de primeira, quando eu te vi até me faltou ar #detonautas. eu apostei t.o.d.as as fichas, desde 2009 eu tenho lutado todos os dias pra permanecer ao lado dele. e é assim que eu quero continuar porque eu nunca senti nada parecido, lindo, forte e vivo.
espero, de verdade, que eu esteja falando besteira, que as coisas estejam normais e eu louca, que esse março seja diferente, com tudo de bom.

enfim, sou uma pessoa louca que desabafou com toda sinceridade. quero lembrar que estou de tpm e mudei o anticoncepcional, logo, to toda estranha.

mais do que querer você de volta, eu me quero de volta. quero a felicidade dos meus olhos mirados em você.

eu o amo, do tamanho do sol.

11 comentários:

paula disse...

Flor,

quando uma alguém bate na gente, a pessoa até pode esquecer o tapa que deu, mas a gente não.

por mais que vc diga que a culpa pela separação no ano passado tenha sido sua, quem "deu o tapa" foi ele... e então essa sua sensação é extremamente aceitável.

por que é só aceitável?

porque a gente não pode pirar. porque não é porque uma coisa aconteceu uma vez, vai se repetir sempre... porque temos que confiar. cegamente às vezes. é muito difícil confiar quando a gente começa a ter pesadelos, quando a data que nos marcou se aproxima, quando estamos longe de casa, quando a tpm bate. só que é aí mesmo que precisamos mais ainda ter aquela fé inabalável de que estamos no caminho certo...

... ele foi a pessoa que te fez lutar. que deu razão ao amor, que mostrou essa coisa mais bonita que te aquece o coração (às vezes queima com ciúme, mas depois passa). se ele fez tanta coisa por vc, não pode ser pouco. e vc TEM que acreditar nisso.

sei que é difícil, que é mais fácil daqui eu falar, do que fazer, quando o coração aperta... mas é necessário. eu acho que vc está só conspirando a favor de tornar março um mês que te assusta. mas acho que vc pode tornar esse março de 2011 um mês de libertação.

é isso, linda.
e bom Carnaval!

Erica Ferro disse...

Vamos lá:

Tá de tpm? Então tá explicado, rs.
Sério, quando fico na tpm, tenho uma tendência grande de intensificar as coisas, as sensações, as reações. Acho que é o que ocorre com você. É bobagem ter medo, ele está certo. Na verdade, é bobagem porque no fim você descobre que teve medo à toa, que não havia motivos reais pras crises de desespero e agonia. E é o que eu torço que aconteça com você, que seja bobagem da sua cabecinha, que tudo permaneça bem e certo.

Um abraço, queridona.

Michele disse...

Florzinha, o que te dizer agora que a Paula já disse tudo? Concordo com ela, em cada palavra! Use esse mês de março para se provar que tudo pode ser melhor, pode ser diferente. Um mês como referência de coisas boas, de libertação, superação e muito amor!

Um beijo bem grande!

.Intense. disse...

Talvez tenha sido um detalhe que deletei da memória, mas saber que 'há pequenos agostos embutidos em março' tb pra você, me deu um pouquinho de esperança - talvez nossa energia de querer que março termine melhor que nos anos anteriores, o convença a realmente terminar melhor.


Espero também que o fds-feriado-prolongado tenha acalmado seu coração e te traga esse calor quente e tão bonito que te acalma qdo tudo está bem. Volto a afirmar que, daqui de longe, a sensação que tenho é que tem sim, muito amor - isso não falta. E que o resto é só uma fase de transição, tão bonita quanto dificil, e que trará meses muitos mais bonitos no resto do ano.


Até lá, se acalma. Seja se fazendo de árvore, seja chorando litros, escrevendo emails, ou falando com a Tia Terapeuta. Tudo vai ficar bem, flor. Te falo.

=*

Panosso, Luciana disse...

Menina, acho que somos gêmeas. haha
Eu me sinto exatamente igual, e apesar de as coisas terem se acertado e tudo estar melhor, a minha insegurança ainda continua aqui, do mesmo tamanho, na mesma intensidade, mas eu tento guardar pra mim.

Toca aqui o/
Beijo!

Líviany Moura disse...

Lindona, saudades de vc!

Comprei seu rimel ja faz um tempãooooo, mas a coisa mais rara do mundo é passar nos correios. Vou fazer isso semana que vem, prometo q vou dar o maximo de mim pra isso, prometo!!!

Ah! Mas vc me deu o endereço novo ou o antigo?

Bju gde

Ill Circus disse...

Menina, quando você diz crise de ansiedade quer dizer: CRISE ou uma crise "normal"? Porque se for uma CRISE eu te compreendo totalmente, e se for uma crise "normal", bem, é normal. Todo mundo sofre desses medos e expectativas, não se preocupe. Dizer isso não significa que suas preocupações não merecem a devida atenção, mas sim que você não está sozinha nesse barco. O mundo teme. No fim, tudo acaba bem. O que você tem que pensar é que não possuimos o controle de manipular o futuro. Ele vai acontecer da forma como tem que acontecer, a gente querendo ou não. Então senta, respira, e dê o melhor de você pra sua vida correr leve e solta :)

Gabriela Castro disse...

Amor, nós e a nossa mania irremediável de viver tudo tão intensamente.

Participei disso tudo que vc descreveu aqui e te digo que acho que tudo vai dar mais que certo na sua vida.

Torço por isso, sempre!!!
Te amo muito!!!
Beijão

Michele disse...

Mamãe-coruja agradece ao elogio! :P

Beijo, florzinha!

Tácila R. disse...

Minha florzinha!
O mês de março é sempre uma etapa pra mim, afinal, é o mês do meu aniversário! :D
Bom, espero que em meio todas essas reviravoltas que têm ocorrido por ai você esteja forte!
Beeeijos

Melanie Brown disse...

Março já esta acabadno minha Flor...
E pense bem, este março esta melhor que março passado nao esta??! Entao... Não deixe que isso se agarre a voce pois coisas ruins também se agarrão a nós quando estamos pensando negatividades. Em março de 2012 voce vai me contar uma coisa incrível! Maravilhosa!Totalmente inesperada...

Bjo Lindona!
Adoro voce!