segunda-feira, 11 de julho de 2011

eu espero sempre mais...

vai doendo de pouquinho, acumula uma manchinha aqui, outra acolá e quando se vê, ta tudo muito embaçado, cheio e carregado. é o ônibus lotado, o metrô abarrotado, os clientes sempre cheios de razão, a família que não se encaixa e o coração pesado e cansado. 

de repente, as complicações pequenas do cotidiano, tornam-se monstros horríveis, e tudo fica tão maior e tão mais complicado, e olha, a gente sabe que nada vai parar e esperar que eu me sinta bem, o mundo vai continuar girando e eu serei obrigada a seguir, querendo uma pausa ou não. 

eu esperei tanto por você. hoje, olhando nossas fotos, bateu uma saudade gostosa da época que parecia impossível, é tenso admitir, mas era mais seguro conviver com a certeza do nunca do que com a remota possibilidade do talvez. o talvez chegou e nem tudo saiu como eu queria, eu não tenho o controle do nada, muito menos das coisas que eu sinto em relação à você. foi um amor tão batalhado sabe? e bem, eu achei que não fosse assim tão frágil, eu achei que eu causasse certezas e fosse o presente no futuro, acreditar novamente nesse destino vai ser mais fácil do que está parecendo, eu sei. mas hoje, agora, não é. eu espero muito de você, de tudo, e por isso me fodo, mais como todas as coisas da vida, isso também vai passar, amanhã ou depois vou postar sobre alegria, e como insisto em dizer : tá tudo bem flor, é só uma fase, vai passar.


7 comentários:

Trilho, trago e assopro no ar.. disse...

Na verdade a gente nunca sabe o que sentir, nunca esta satisfeita com o que tem e estamso sempre achando que estamos sendo lesadas de alguma forma, isso é tão feminino.

Gabriela Castro disse...

Amoooor, vai passar, sim. Sempre passa. Vivemos nossos momentos tão intensamente, não é? Duas doses de desapego, por favor! rsrs
Amo você!
Beijos

del disse...

"era mais seguro conviver com a certeza do nunca do que com a remota possibilidade do talvez" - gostei muito desse frase :)

Pedregulhos no caminhos, esses sim, hein. Sempre há, sempre haverão. Isso deveria ser cantiga de exército, porque é isso que somos: um bando de soldados magricelas com um sargento raivoso atrás de nós gritando pra continuarmos, que não podemos parar. Mas, sabe, a gente pode parar sim, só um pouco. E, apesar do mundo não parar por nós, ainda há quem pare um pouco só pra dar consolo :)

Thaís Miranda disse...

Ah, imagina, eu ri tanto com a sua história do pudim. :)
Bom, o bom é saber que passa, mesmo. Ainda que demore, que pareça ser maior do que efetivamente é, whatever. A dor e o amor quando são da gente, são do tamanho que só a gente sabe. Sei bem o que é batalhar por algo/alguém, por sentimentos, tentando me convencer de que sim, que daria certo, que era absoluto, que era palpável. Se passaram quase tres anos pra eu descobrir que eu fiquei tentando me convencer de alguma coisa que existia só pra mim.
Nada é tão seguro... dá vontade de falar de tanta coisa, exemplicar tantas outras... Sabe, o mundo não para e nem vale a pena. Algumas vírgulas e finais, são só a oportunidade pra recomeços... evoluir é preciso.
Owww mundo confuso hahaha
Fica bem flor!
Um beijao!

.Intense. disse...

"o coração pesado e cansado."...

Ana Paula [Quase noiva, sempre nerd] disse...

Nossa, que lindo flor...
Seus textos estao - mais - intensos ultimamente ... adoro!!

Sumi mas voltei! Lord Blogger me deu uma trégua e consegui acessar meu blog novamente ... se você me aguentar, continuarei escrevendo!

Beijo querida!

Lívia. disse...

Digo e insisto: Vai passar! Sempre passa.
Florzichtá.. morri de rir do seu texto "Roubaram meu pudim", e paciência pra você, viu?! rsrs

Ps.: Tinha desativado o blog por falta de tempo e alguns outros pequenos problemas sentimentais, mas agora ele está de volta. Um pouco diferente, mas está lá. Mesmo durante esse tempo, não deixei de vir aqui, te visitar e saber como andava a senhora,minha companheira de ansiedade! rsrs

Acredite, tudo vai melhorar!

Beijos miiiiiil pra você.